O parto normal é o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em casos que não apresentam risco para a mãe ou o bebê e que não exigem outro tipo de parto.
Traz benefícios como a recuperação mais rápida para a mãe, menor risco de infecções e menor tempo de internação.
Além de fortalecer o sistema imunológico do neném e preparar os pulmões para a respiração fora do útero.
Por isso, neste conteúdo, vamos apresentar um guia completo sobre o parto normal: seus benefícios, desafios e os direitos das mães de escolher.
Sim, a gestante pode escolher o tipo de parto. Segundo a resolução Nº 2.144/2016 do Conselho Federal de Medicina (CFM), a mãe tem o direito de decidir.
No entanto, em situações de emergência ou quando a gestante possui alguma condição de saúde, o obstetra deve orientar qual é a opção mais segura.
O parto normal é o nascimento do bebê pela via vaginal, de forma natural ou com indução, sem a necessidade de cirurgia. Realizado preferencialmente em hospitais, com profissionais especializados.
Durante o nascimento, a mulher pode escolher posições que facilitem o processo, como a semivertical, entre sentada e deitada.
À medida que o pequeno se aproxima do nascimento, o profissional acompanha a evolução, orientando a mãe a fazer força em cada contração para ajudar a saída do bebê.
A dor desse tipo de parto é um dos maiores medos de muitas gestantes, mas é importante entender que o que se sente durante o trabalho de parto faz parte do processo natural de trazê-lo ao mundo.
As contrações ajudam o útero a se preparar e dilatar até 10 cm, permitindo que a criança passe pelo canal vaginal.
Ambientes acolhedores, com pessoas de confiança, luz agradável e tranquilidade, ajudam o corpo a liberar ocitocina, conhecido como o “hormônio do amor”
Portanto, o parto normal provoca um desconforto natural, fisiológico e temporário, que a gestante pode controlar com preparação, apoio emocional e um ambiente seguro.
O processo natural das contrações e a pressão durante a passagem pelo canal vaginal contribuem para a expulsão do líquido amniótico dos pulmões.
Esse momento é fundamental para criar vínculo, acalmar o pequeno e iniciar a amamentação.
Embora o parto normal traga diversos benefícios, ele também apresenta alguns pontos que merecem atenção.
Entre os principais possíveis efeitos estão a incontinência urinária, dores na região do períneo em alguns casos e uma maior tendência à flacidez abdominal.
O parto normal não é indicado em casos como doenças maternas graves, complicações na gestação, bebê em posição anormal, peso acima de 4,5 kg, gêmeos, cesáreas prévias ou sinais de risco fetal.
O bebê geralmente está pronto para nascer de parto normal entre 37 e 42 semanas de gestação, mas o momento exato é definido por ele.
Depois do parto normal, segundo o Manual MSD, o corpo da mãe passa por várias mudanças enquanto se ajusta novamente à vida fora da gestação.
O útero começa a se contrair para voltar ao tamanho que tinha antes da gravidez, e essas contrações podem causar cólicas abdominais semelhantes às da menstruação.