Como saber se o dentinho está nascendo? Veja 12 sintomas e cuidados
Quando o bebê começa a crescer, uma das dúvidas que mais surge entre os pais é: como saber se o dentinho está nascendo? Essa fase, apesar de ser uma transição importante, pode ser um pouco desconfortável para o bebê e exige certos cuidados.
Neste texto, vamos apresentar os principais sinais de que os dentinhos do bebê estão surgindo e quais cuidados os pais devem ter nesse momento. Apesar de desafiador, com a orientação adequada, é possível passar por essa fase de forma tranquila.
Quando nascem os primeiros dentinhos?
Os primeiros dentes do bebê começam a surgir geralmente por volta dos seis meses, embora seja normal que isso aconteça um pouco antes ou depois, entre três meses e um ano de idade. Não há motivo para preocupação, pois cada criança se desenvolve no seu próprio ritmo.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, os dentinhos costumam aparecer na seguinte sequência:
| Idade | Dente de leite |
| 6 – 12 meses | Incisivo central |
| 7 – 16 meses | Incisivo lateral |
| 16 – 23 meses | Canino |
| 12 – 19 meses | Primeiro molar |
| 20 – 33 meses | Segundo molar |
Os dentes de leite têm funções muito importantes para o desenvolvimento da criança. Eles ajudam a guiar os dentes permanentes em formação, garantindo que nasçam na posição correta, e preservam a estrutura das arcadas dentárias, favorecendo o crescimento adequado da face e da mandíbula.
Além disso, eles possibilitam que a criança fale, mastigue e engula os alimentos de maneira correta, ao mesmo tempo em que contribuem para a estética, proporcionando um sorriso saudável e bonito.

O que fazer ao identificar os primeiros sinais?
O surgimento dos primeiros dentes é uma etapa natural no desenvolvimento do bebê, e os sintomas desse período costumam ser leves, geralmente não exigindo tratamento específico.
Mesmo assim, é recomendado levar a criança a uma consulta com um odontopediatra assim que o primeiro dentinho começar a aparecer. Esse momento serve para avaliação, esclarecimento de dúvidas, orientações sobre higiene e alimentação, além de cuidados para prevenir pequenos traumas. A consulta também ajuda o bebê a se familiarizar com o dentista, tornando a experiência mais tranquila.
Por fim, a odontopediatra, Dra. Isabela Eutran, lembra que o melhor remédio neste momento é acolher o bebê. Por isso, é importante que os pais compreendam o momento, se mostrem ali para o pequeno e deem muito carinho.
Contudo, caso o bebê apresentar desconforto, é possível adotar algumas estratégias simples para aliviar os sintomas e tornar essa fase mais confortável. Confira a seguir.
12 sintomas de que o dentinho está nascendo
De acordo com a pediatra Dra. Ana Escobar, os primeiros sinais do início da dentição podem aparecer já por volta dos três meses, quando o bebê começa a sentir a gengiva coçar. Geralmente, isso se manifesta pelo hábito de colocar a mão na boca e morder objetos para aliviar o desconforto.
Cerca de cinco a três dias antes do surgimento do dente na gengiva, outros sintomas também começam a se manifestar. Confira os 12 sinais mais comuns de que o dentinho está nascendo:
- Coceira na gengiva a partir dos 3 meses;
- Febre decorrente da liberação de substancias inflamatórias por parte do organismo quando o dente já está surgindo;
- Irritação;
- Choro mais frequente;
- Em alguns casos, falta de apetite;
- Aumento da frequência de vezes que acorda a noite;
- Agitação;
- Excesso de saliva;
- Dificuldade para dormir;
- Dificuldade em comer;
- Dor;
- Inchaço e vermelhidão na gengiva.
Alguns sintomas menos comuns são tosse, insistência em esfregar a bochecha ou puxar a orelha, diferença de coloração nas bochechas, leve sangramento no local em que o dente vai nascer e mudança de humor. Entretanto, é importante lembrar que nem todos os bebês terão todos os sintomas.

O que fazer para aliviar os sintomas do nascimento dos dentes?
Uma das mais eficazes é oferecer algo seguro para mastigar. Mordedores ou anéis de dentição sólidos e refrigerados ajudam a massagear a gengiva e reduzir a dor. Outros objetos, como chupetas frias, colheres ou toalhas limpas e úmidas, também podem ser utilizados. É importante evitar mordedores com líquido ou muito frios, pois podem vazar ou machucar a boca sensível do bebê.
Além dos recursos físicos, existem medicamentos que podem ajudar a aliviar o desconforto. A pediatra, Dra. Ana Escobar, explica que é importante diferenciar os tipos: alguns produtos anestésicos tópicos, como lidocaína ou benzocaína, são contraindicados para bebês, pois podem prejudicar a deglutição e causar engasgos ou aspiração. Por isso, seu uso deve ser evitado.
Por outro lado, medicamentos fitoterápicos, à base de extratos vegetais como camomila e alcaçuz, têm eficácia comprovada. Eles atuam como anti-inflamatórios, antiespasmódicos e levemente sedativos, ajudando o bebê a ficar mais tranquilo e aliviando os sintomas típicos do nascimento dos dentes.
E como a gente vai usar o faço? Tem alguns que tem um pozinho e a própria mãe pode colocar o pozinho no dedo, passar na gingiva do bebê, e quando ela passa, ela mesma, na fricção que faz, já dá aquela atenuada no desconforto grande do bebê.
Pediatra, Dra. Ana Escobar
Além do alívio físico, o contato e o cuidado dos pais desempenham um papel fundamental. Isso porque, quando o bebê percebe que o desconforto é suavizado pelo toque ou atenção da mãe ou do pai, ele se sente acolhido e seguro.
Os dentinhos nasceram! E agora?
Com a chegada dos primeiros dentinhos também inicia uma nova etapa de cuidados essenciais. Nessa fase, os pais começam a perceber pequenas mudanças na rotina, como a necessidade de higienização adequada e atenção redobrada para prevenir acidentes e proteger a saúde bucal do pequeno.
Neste tópico, vamos apresentar dicas práticas e orientações para que essa etapa seja vivida com segurança, atenção e muito carinho, tornando o desenvolvimento dos dentinhos uma experiência positiva para toda a família.
Como iniciar a fase de mastigação?
A introdução da mastigação deve ser feita de forma gradual, oferecendo ao bebê alimentos amassados com um garfo ou cortados em pedaços pequenos. À medida que ele for completando a dentição, chegando a cerca de 20 dentes de leite, será capaz de mastigar tanto alimentos macios quanto mais firmes.
Para proteger os dentes e prevenir cáries, é importante estabelecer horários regulares para as refeições, evitando o consumo frequente de sucos industrializados, achocolatados e frutas secas, como uva-passa, que contêm açúcar e acidez em excesso.
A alimentação do bebê deve seguir as orientações do pediatra, priorizando alimentos saudáveis, nutritivos e variados. Uma dieta equilibrada favorece o crescimento adequado, fortalece os dentes e contribui para a saúde geral da criança. O consumo excessivo de alimentos processados e açúcares pode levar a problemas como obesidade, diabetes e cáries.

A mastigação também é fundamental para o desenvolvimento das arcadas dentárias e das articulações da mandíbula. Por isso, o aleitamento materno exclusivo até os seis meses é recomendado, sendo gradualmente complementado com outros alimentos até cerca de dois anos.
Como higienizar os dentinhos do bebê?
A dentista infantil, Larissa Miyata, explica que muitos pais acabam usando dedeiras de silicone para os bebês. Contudo, as cerdas de silicone servem apenas para massagear a gengiva, não para escovar os dentes.
Por isso, na hora de escolher a escova de dentes para o bebê, o ideal é optar por modelos com a menor cabeça possível e cerdas bem macias. Já a escovação deve ser feita com uma pasta dental que contenha flúor acima de 1.000 ppm, usando uma quantidade equivalente a meio grão de arroz cru.
A odontopediatra, Dra. Laiza explica que, nos dentes frontais, a escovação deve ser feita em movimentos circulares. Nos dentes posteriores, o movimento recomendado é o de “trenzinho”, enquanto na parte de trás dos dentes deve-se usar movimentos de vai e vem, finalizando com a higienização da língua.
Outra dica que a odontopediatra dá é em relação as possibilidades de posição, a criança pode estar sentada no colo ou deitada no colo de frente. Além disso, outra sugestão é:
E se você não der conta desse jeito, a gente pode escovar em um bebê conforto, no bercinho, ou na cadeira da criança, certo?
Odontopediatra, Dra. Laiza
Por fim, o momento de escovação, também é uma oportunidade de criar uma rotina desde cedo com a criança. Incentivando o bebê não só a deixar os pais escovarem seus dentes, mas também entender a importância e participar desta rotina com os adultos.
Quais doenças orais são comuns em bebês?
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, os bebês podem desenvolver cáries dentárias e gengivite, geralmente associadas à higiene oral inadequada, especialmente quando a escovação não é feita antes do sono, seja durante o dia ou à noite. Quando a cárie é detectada, é fundamental tratá-la, pois pode comprometer os dentes de leite.
Outra condição comum é o sapinho, ou candidíase, causada por fungos. Pequenos pontos ou placas esbranquiçadas podem surgir na boca do bebê por diversos motivos, como contato com adultos, brinquedos ou chupetas não esterilizadas. Sendo assim, manter uma boa limpeza da boca e dos objetos do bebê ajuda a prevenir essa infecção.
Além dessas condições mais frequentes, existem alterações e patologias menos comuns que também podem aparecer na boca do bebê. Por isso, sempre que houver qualquer preocupação, é importante que um dentista examine a boca da criança com atenção.

Para evitar o surgimento de doenças orais, a prevenção é sempre o melhor caminho. Consultas periódicas ao odontopediatra são fundamentais desde os primeiros dentinhos, permitindo acompanhar o desenvolvimento da boca do bebê.
Como evitar acidentes com os dentes?
O surgimento dos primeiros dentes ocorre justamente em um fase em que o bebê está começando a descobrir o mundo e querer explorá-lo. Nesse sentido, é primordial que os pais tomem alguns cuidados para evitar que a criança sofra algum traumatismo oral. Algumas medidas de prevenção são:
- Supervisão constante: Sempre acompanhe o bebê enquanto ele engatinha ou começa a andar, evitando quedas e machucados na boca;
- Segurança em transporte: Certifique-se de que o bebê esteja sempre preso com cinto de segurança em automóveis, carrinhos de passeio e cadeirinhas;
- Mantenha a casa segura: Escolha brinquedos adequados à idade e supervisione sempre as brincadeiras. Além disso, proteja móveis com quinas arredondadas e use tapetes antiderrapantes;
- Calçados e superfícies seguras: Use meias e calçados com solado antiderrapante e fique atento a pisos molhados, degraus e móveis com cantos pontiagudos.
Contudo, se mesmo assim um acidente acontecer, a Sociedade Brasileira de Pediatria orienta levar o bebê imediatamente ao dentista, pois acidentes nessa fase podem afetar o desenvolvimento da boca e dos dentes permanentes que ainda estão em formação.
Nos primeiros cuidados em casa, lave a área machucada com água limpa e verifique se há dentes moles, quebrados ou sangramentos. Se houver sangramento, pressione levemente com gaze ou algodão limpo e, se necessário, aplique gelo para reduzir o inchaço.
Durante esse período, não permita que o bebê use chupeta, mamadeira ou coloque brinquedos na boca, oferecendo água em copo ou colher, se necessário. Prefira oferecer dieta líquida na primeira semana. O dentista realizará o acompanhamento necessário até que os dentes traumatizados sejam substituídos pelos permanentes.
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