Guia Completo sobre Parto Normal: Benefícios, Desafios e Outros
O parto normal é o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em casos que não apresentam risco para a mãe ou o bebê e que não exigem outro tipo de parto. Isso porque, traz benefícios como a recuperação mais rápida para a mãe, menor risco de infecções e menor tempo de internação. Além de fortalecer o sistema imunológico do neném e preparar os pulmões para a respiração fora do útero. Ou seja, deve ser sempre a primeira opção a ser considerada. Mesmo assim, ainda gera muitas dúvidas e ansiedades entre as gestantes.
Isso acontece porque, embora seja o mais recomendado, não é o mais realizado. Atualmente, no Brasil, 56% dos partos são cesarianas, mais que o triplo do indicado pela OMS, que desde 1985 recomenda que essa proporção não ultrapasse 10 a 15% do total de nascimentos.
Por isso, neste conteúdo, vamos apresentar um guia completo sobre o parto normal: seus benefícios, desafios e os direitos das mães de escolher. O objetivo é ajudar a entender todas as possibilidades desse momento tão especial para ambos.
A gestante pode escolher o tipo de parto?
Sim, a gestante pode escolher o tipo de parto, mas é importante entender como isso funciona. Segundo a resolução Nº 2.144/2016 do Conselho Federal de Medicina (CFM), a mãe tem o direito de decidir entre parto normal ou cesariana durante o acompanhamento pré-natal, desde que receba do obstetra todas as informações sobre os riscos e benefícios de cada opção.
No entanto, em situações de emergência que coloquem em risco a vida da mãe ou do neném, ou quando a gestante possui alguma condição de saúde que impeça determinada escolha, o obstetra deve orientar qual é a opção mais segura.

Essa orientação é especialmente importante para mães de primeira viagem, que muitas vezes têm dúvidas sobre até que ponto podem decidir. O mais importante é que a escolha seja feita de forma consciente, com apoio e informações claras do profissional de saúde.
Por fim, independente da escolha da mãe, é fundamental conhecer todas as opções de parto e entender os benefícios e riscos de cada uma. Ter informações claras permite que a decisão seja consciente, segura e alinhada às necessidades da gestante e do pequeno.
O que é o parto normal e como ele é feito?
O parto normal é o nascimento do bebê pela via vaginal, de forma natural ou com indução, sem a necessidade de cirurgia. De acordo com o Manual MSD, ele começa com contrações que indicam que o trabalho de parto está próximo. Embora possa durar várias horas, cada gestante vive o processo de forma única, e fatores como medo e estresse podem prolongá-lo.
Esse tipo de parto é realizado preferencialmente em hospitais, com profissionais especializados, como obstetras, anestesistas e enfermeiros. A presença de pessoas de confiança, como o parceiro ou um familiar, é incentivada, pois oferece apoio emocional durante o trabalho de parto.
Durante o nascimento, a mulher pode escolher posições que facilitem o processo, como a semivertical, entre sentada e deitada, que ajuda o neném a descer com o auxílio da gravidade e reduz a tensão nas costas e na pelve. Algumas preferem deitar-se, mas nessa posição o parto pode demorar um pouco mais. A escolha da posição depende do conforto da mãe e da orientação da equipe médica.
“A posição semivertical usa a gravidade: A pressão que o feto exerce para baixo favorece a distensão gradual da vagina e da área ao redor, reduzindo o risco de ruptura. Essa posição também alivia a tensão sobre as costas e a pelve da mulher.”
Manual MSD
À medida que o pequeno se aproxima do nascimento, o profissional acompanha a evolução, orientando a mãe a fazer força em cada contração para ajudar a saída do bebê. Técnicas como massagens e compressas mornas no períneo ajudam a alongar os tecidos e reduzir o risco de lacerações, tornando o processo mais seguro e tranquilo.
Quando a cabeça do recém-nascido surge, ela é cuidadosamente guiada para evitar lesões, permitindo que o restante do corpo seja entregue de forma segura. O parto normal é, portanto, um processo natural e monitorado, que permite que ambos vivenciem esse momento de maneira mais próxima e participativa.
Como é a dor dessa linha de parto?
A dor desse tipo de parto é um dos maiores medos de muitas gestantes, mas é importante entender que o que se sente durante o trabalho de parto faz parte do processo natural de trazê-lo ao mundo. As contrações ajudam o útero a se preparar e dilatar até 10 cm, permitindo que a criança passe pelo canal vaginal.
“Eu gosto de utilizar a palavra desconforto, porque dor tá relacionada a uma coisa ruim… Agora, o parto é a maior felicidade do mundo”.
Educadora Física e Perinatal – Tiffany Buchmann
Além disso, o ambiente e o suporte emocional influenciam muito a percepção do desconforto. Ambientes acolhedores, com pessoas de confiança, luz agradável e tranquilidade, ajudam o corpo a liberar ocitocina, conhecido como o “hormônio do amor”, que intensifica as contrações de forma eficaz e reduz a sensação de dor.
Portanto, o parto normal provoca um desconforto natural, fisiológico e temporário, que a gestante pode controlar com preparação, apoio emocional e um ambiente seguro, tornando a experiência mais positiva e próxima do neném.
Quais as vantagens do parto normal?
O parto normal é o mais indicado, na maioria dos casos, pelos médicos pois, em geral, representa o método mais seguro e benéfico tanto para a mãe quanto para o bebê. De acordo com o Ginecologista e Obstetra, Dr. Diego Di Marco, as principais vantagens são:
Menos riscos e complicações
O parto normal é considerado, na maioria das situações, a forma mais segura de dar à luz, pois envolve menos intervenções cirúrgicas e permite que o corpo da mãe e do neném sigam o ritmo natural do nascimento.
“O parto normal, via de regra, é melhor do que a cesariana. Claro que existem situações em que a cesariana vai ser necessária e vai ser a melhor opção, mas não é sempre assim. Na imensa maioria do casos, você deve preferir o parto normal”
Ginecologista e Obstetra, Dr. Diego Di Marco
Além de reduzir a chance de infecções, hemorragias e outras complicações, ele permite uma recuperação mais rápida e natural, sem a necessidade de cirurgia. Esse cuidado com a saúde da mãe é fundamental, pois garante que ela esteja mais disposta e preparada para os primeiros momentos com o bebê.
Para o bebê, o processo de passagem pelo canal de parto ajuda na adaptação respiratória e imunológica. Por essas razões, sempre que não houver contraindicações médicas, o parto normal é a primeira recomendação dos profissionais de saúde.
Facilita a amamentação
Durante o parto normal, as contrações ajudam a liberar ocitocina, hormônio que estimula a descida do leite materno. Isso significa que o pequeno pode ter acesso ao colostro logo nas primeiras horas de vida, garantindo nutrientes essenciais e fortalecendo o sistema imunológico. Esse início precoce também ajuda a mãe a estabelecer a amamentação de forma mais tranquila.
Prepara o bebê para a vida fora do útero
Passar pelo canal de parto ajuda o recém-nascido a se adaptar melhor à respiração fora do útero. O processo natural das contrações e a pressão durante a passagem pelo canal vaginal contribuem para a expulsão do líquido amniótico dos pulmões, tornando a transição mais suave e segura.
Possibilita o contato imediato com o neném
No parto normal, a mãe geralmente recebe o bebê nos braços logo após o nascimento, permitindo o contato pele a pele. Esse momento é fundamental para criar vínculo, acalmar o pequeno e iniciar a amamentação. Ao contrário do que acontece na cesariana, esse contato não precisa esperar procedimentos cirúrgicos, tornando a experiência mais próxima e acolhedora.

Contribui para recuperação mais rápida da mãe
Sem cortes cirúrgicos extensos, a mãe consegue se movimentar e cuidar do bebê com mais facilidade. Isso facilita atividades diárias, como alimentar e trocar o recém-nascido, o que é especialmente importante para quem já tem outros filhos. A recuperação natural do parto normal é, em geral, mais leve, exigindo menos tempo de repouso e menos restrições físicas.
Quais as desvantagens do parto normal e quando ele não é indicado?
Embora o parto normal traga diversos benefícios, ele também apresenta alguns pontos que merecem atenção. Entre os principais possíveis efeitos estão a incontinência urinária, dores na região do períneo em alguns casos e uma maior tendência à flacidez abdominal, que pode ser minimizada com a prática de exercícios durante a gestação e no período pós-parto.
Além disso, existem situações em que ele pode apresentar riscos e, por isso, não é indicado. Nessas situações, o obstetra avalia a melhor forma de parto, sempre priorizando a segurança dos dois. Confira quando ele não é recomendado:
- A mãe possui Aids, herpes genital ativa, doença inflamatória intestina ou problemas cardiovasculares ou pulmonares graves;
- Complicações na gestação como placenta prévia, descolamento prematuro da placenta ou posição anormal do cordão umbilical;
- Neném em posição transversal ou sentado;
- Bebês muito grandes (acima de 4.500 g);
- Gravidez de gêmeos, quando o primeiro pequeno está pélvico ou apresenta alguma anomalia;
- Tentativa de indução do trabalho de parto que não evolui;
- Malformações congênitas do bebê ou sinais de sofrimento fetal agudo;
- Mãe que já realizou duas cesarianas anteriores.
Com quantas semanas o feto está pronto para nascer?
O bebê geralmente está pronto para nascer de parto normal entre 37 e 42 semanas de gestação, mas o momento exato é definido por ele.
“A partir da 37 semana já tem um neném que tá teoricamente pronto para nascer, mas ele vai tá pronto mesmo, ele que vai decidir, ele vai quando ele tiver começar a entrar em trabalho de parto”.
Ginecologista e Obstetra, Dr. Diego Di Marco
O período final da gestação é dividido em três fases: o termo precoce, entre 37 e 38 semanas e seis dias; o termo pleno, de 39 a 40 semanas e seis dias; e o termo tardio, de 41 a 42 semanas. Na primeira gestação, o nascimento normalmente ocorre entre 39 e 41 semanas, enquanto em gestações subsequentes o histórico das anteriores pode influenciar o momento do parto.
Caso a gestação ultrapasse 41 semanas sem sinais de trabalho de parto, os médicos podem recomendar a indução ou até mesmo a cesariana, sempre priorizando a segurança e o bem-estar de ambos. Esse intervalo de tempo mostra que o corpo da gestante e o bebê trabalham em conjunto para definir o momento ideal do nascimento, respeitando o ritmo natural de cada gestação.
Como fica o corpo da mãe após o parto normal?
Depois do parto normal, segundo o Manual MSD, o corpo da mãe passa por várias mudanças enquanto se ajusta novamente à vida fora da gestação. O útero começa a se contrair para voltar ao tamanho que tinha antes da gravidez, e essas contrações podem causar cólicas abdominais semelhantes às da menstruação.
É normal haver sangramento vaginal nos primeiros dias e ele pode ser mais intenso, com a presença de pequenos coágulos, e depois vai diminuindo gradualmente. Esse sangramento pode durar até seis semanas, e é possível que haja pequenos “jorros” de sangue quando a crosta que se forma no útero se solta.
“Depois do parto, a mulher pode esperar passar por mudanças físicas e vivenciar muitas sensações diferentes, algumas das quais são normais e outras que talvez precisem de assistência médica. Problemas graves de saúde são raros após o parto.“
Manual MSD
A região da vagina, vulva e períneo pode ficar inchada e sensível, especialmente se houveram lacerações naturais ou episiotomia. Os pontos feitos para reparar esses cortes podem causar dor e ardência, especialmente ao urinar. O inchaço geralmente melhora em uma ou duas semanas, enquanto a cicatrização completa leva cerca de seis semanas.
Outras mudanças comuns incluem aumento da produção de urina nos primeiros dias, que normalmente volta ao normal em duas semanas, e dificuldades na primeira evacuação, que podem ocorrer devido à sensibilidade da região ou à constipação. O esforço do parto pode causar hemorroidas, que costumam melhorar em duas a quatro semanas.
Apesar de todas essas mudanças no corpo da mãe, muitas funções do corpo voltam rapidamente ao normal. A fertilidade pode retornar já duas semanas após o parto, e a mãe gradualmente retoma suas atividades, respeitando o tempo de recuperação e cuidando do próprio corpo nesse período de adaptação.

Por fim, compreender as vantagens e desmistificar alguns tabus sobre o parto normal, certamente deixa a mamãe mais preparada para escolher a melhor opção para ambos, seguindo todas as recomendações médicas.
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