CUIDADOS COM O BEBÊ

Cama compartilhada com bebê: Pode ou não pode?

Tempo de leitura: 7 min

A cama compartilhada com bebê é uma polêmica tanto entre pais quanto entre pediatras.

Há os que condenam o ato e há quem encontre benefícios para saúde e bem-estar da mãe e do bebê, por exemplo.

De fato, não há dúvidas que esse compartilhamento é prático para os pais, mas pode oferecer riscos à segurança do bebê.

Sendo assim, preparamos esse artigo para que você avalie os prós e contras e faça sua escolha de dormir ou não com o seu bebê.

O que é cama compartilhada com bebê?

A cama compartilhada com bebê é uma prática muito simples, em que a criança dorme com os pais, ao invés de dormir em um berço.

Essa atitude costuma ser adotada pelas mães pela praticidade de vigiar o bebê durante a noite e também de amamentar mais facilmente nas madrugadas.

As mamães também consideram essa uma estratégia para conseguirem descansar mais, afinal, nos primeiros meses de vida, os bebês tendem a acordar bastante durante a noite, seja para amamentação, troca de fralda ou simplesmente sono desregulado.

Além disso, os pais consideram uma prática segura, podendo reagir mais rápido em caso de engasgos, por exemplo.

Há também a crença de que a cama compartilhada com bebê cria mais vínculo dos pais com o novo membro da família, o deixando mais habituado ao novo mundo e novas pessoas com quem ele convive agora.

Embora essa prática pareça simples e inofensiva, muitos pais se sentem receosos de segui-la, afinal, ela apresenta vantagens e desvantagens que mostramos abaixo.

Vantagens e desvantagens da cama compartilhada com bebê

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Como falamos acima, a prática da cama compartilhada com bebê parece simples e inofensiva, mas ela apresenta algumas vantagens e desvantagens. Confira abaixo quais são.

– Vantagens

     – Praticidade

Os primeiros momentos da vida da nova mamãe prometem ser mágicos, mas também muito cansativos e causando muito esgotamento.

Isso porque é preciso se dedicar ao novo membro da família em tempo integral, afinal, ele depende completamente dos cuidados dos pais, mas principalmente da mãe, com quem ele tem um laço maior.

Dessa forma, é muito difícil que a mãe consiga descansar e ter suas oito horas de sono completas durante a noite.

Assim, a prática da cama compartilhada com bebê permite, por exemplo, que mamães tirem uma soneca enquanto amamentam seus pequenos.

Além disso, os papais também conseguem criar mais vínculos com seus bebês ao dormirem com eles, ajudando também na vigilância durante toda a noite.

     – Conforto

A questão do conforto que a cama compartilhada com bebê pode trazer vem principalmente para as mamães que fizeram o parto cesárea.

Nesse tipo de parto, é comum que a mulher fique com dores por um bom tempo, então, com o bebê ao seu ladinho na cama, é possível diminuir os deslocamentos para amamentá-lo no período da noite.

     – Amamentação longa

Dormir com o bebê, segundo estudo das universidades de Durham e Newcastle, na Inglaterra, impacta no aumento da amamentação por pelo menos seis meses.

O que possibilita que se diminuam os riscos de infecções, obesidade e tantas outras doenças no futuro, além da melhoria na capacidade cognitiva, principalmente sobre as habilidades verbais e sociais.

Além do mais, há um estímulo do aleitamento materno, afinal, quanto mais a mãe amamente, maior é a sua produção de leite.

– Desvantagens

     – Riscos a segurança do bebê

A primeira desvantagem da cama compartilhada com bebê diz respeito ao risco de morte súbita do recém nascido, por meio de sufocamento ou até estrangulamento acidental.

Justamente por isso essa prática é condenada por boa parte das academias de pediatria, como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

O que acontece para que esse risco seja alto é o fato dos bebês não terem reflexos e, ao se virarem na cama, podem não conseguir erguer a cabeça.

Nisso, os pais podem estar muito cansados e acabam não reparando que o bebê se virou.

Há também outros riscos sobre a segurança, como acabar deitando em cima do bebê ou o sufocando com o lençol.

     – Perda da intimidade do casal 

O ato da cama compartilhada com bebê pode acabar tirando a intimidade do casal, os colocando apenas na função de pai e mãe, ignorando que eles são um par com relacionamento.

É preciso que exista uma vida para o casal além dos filhos e, essa atitude de dormir com os filhos pode tornar essa realidade um pouco mais difícil de acontecer na prática.

Afinal, a cama compartilhada com bebê é recomendada ou não? 

Como você viu até agora, a cama compartilhada com bebê não é recomendada por boa parte das academias de pediatria por conta do risco à segurança dos pequenos.

De fato, essa preocupação é válida, afinal, nos EUA, entre 2004 e 2012, 69% dos 8.207 casos de morte súbitas de bebês aconteceram porque os filhos dormiam com os pais, segundo estudo do jornal americano Pediatrics.

Nesses casos em que não se recomenda a cama compartilhada com bebê, se leva em conta também que em seus primeiros meses de vida, o seu controle respiratório ainda não é maduro o suficiente e a sua capacidade de despertar é pequena, assim, acidentes como um lençol no rosto ou um resfriado podem ser fatais.

Entretanto, há pediatras que explicam que no caso dos bebês que mamam no peito, as chances de movimento pela cama são mínimas e, até mesmo quando eles ficam com cerca de seis meses, é comum que se mantenham próximo ao corpo da mãe durante a noite de sono, evitando quedas e acidentes.

Há também os que defendem que a mãe se mantém naturalmente consciente durante o sono na cama compartilhada com bebê, pois o seu cérebro fica sempre em alerta e corrigindo a postura do filho, diminuindo riscos que são apontados.

No mais, a prática pode contribuir para as amamentações durante a noite, tornando mais favorável à produção de leite da mãe e diminuindo as chances de doenças ao neném.

Como dormir de forma segura com o bebê?

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Depois de todas as informações apresentadas aqui, se você optou por dividir a cama com seu bebê, é preciso ficar por dentro de algumas providências para que tudo ocorra de forma segura. Confira!

Escolha do colchão

Ele precisa ser firme e pode ficar no chão ou numa cama de casal com espaço para todos.

Evite dormirem juntos em sofás, camas d’água, colchões infláveis e semelhantes.

Local da cama

A cama precisa ficar no meio do quarto, distante das paredes e de qualquer vão que possa prender o bebê e o asfixiar.

Uma dica aos pais que tem medo da queda do bebê é forrar o chão com travesseiros ou até mesmo um colchão extra.

Itens para cobrir o corpo

A sugestão é usar somente uma manta leve e um travesseiro fino para os pais. Ao cobrir seu filho, não passe a manta para cima do tórax.

Além do mais, retire travesseiros grandes, edredons, cobertores, bichos de pelúcia e almofadas da cama.

Roupas para dormir

Não exagere na quantidade de roupas do seu bebê. O vista apenas com uma peça a mais que você está usando.

Quanto ao pijama dos pais, é fundamental que eles não tenham cordinhas que possam se enroscar no bebê.

É preciso também prender os cabelos longos ao dormir com bebê na cama.

 

Garanta os melhores lençóis, pijamas e mantas para uma noite de sono confortável com o seu bebê.

Conclusão

Como você viu ao longo deste artigo, a cama compartilhada com bebê é uma opção que depende dos pais e, embora seja condenada pelas academias de pediatria, há alguns médicos que não veem mal na prática.

Afinal, conforme apontamos aqui, essa atitude tem seus prós, como a questão da amamentação, e seus contras, como riscos à segurança do seu filho.

Por fim, apenas ressaltamos que a cama compartilhada é somente um dos jeitos de criar um vínculo com seu bebê. 

Isso também pode ser feito de outras maneiras mais seguras, como no banho, na troca de fraldas e com brincadeiras ao longo do dia.

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