Alimentos que causam cólicas no bebê: 11 comidas para evitar
Choros agudos, gases constantes, noites em claro e até vômitos estão entre os sinais que indicam que o bebê está com algum desconforto. Diante desse cenário, é natural que surja a dúvida: existem alimentos que causam cólicas no bebê?
Alguns alimentos oferecidos diretamente à criança, quando ela já iniciou a introdução alimentar, e principalmente aqueles consumidos pela mãe durante a amamentação, podem intensificar episódios de cólica em nenéns mais sensíveis. Isso acontece porque o recém-nascido ainda está se adaptando ao ambiente externo, muito diferente do útero materno, e seu sistema digestivo permanece em amadurecimento.
Ao longo deste post, você vai compreender por que os pequenos apresentam cólicas, como identificar os sinais mais comuns, de que forma a alimentação materna pode influenciar, quais são os 12 alimentos que merecem atenção e, principalmente, o que realmente funciona para aliviar esse desconforto.
Por que os bebês sentem cólica?
O bebê apresenta cólica principalmente porque seu sistema digestivo ainda é imaturo e está em pleno desenvolvimento, o que, consequentemente, provoca desconforto até que esse processo de amadurecimento avance. Por esse motivo, é fundamental compreender a origem dessa dor antes de aprofundar a discussão sobre os alimentos que causam cólicas no neném, já que entender o que está por trás do quadro é o primeiro passo para agir de forma mais segura, consciente e acolhedora.
Além disso, é importante considerar que essa dor abdominal é bastante comum nos três primeiros meses de vida, justamente porque, nesse período, o intestino ainda está se organizando e formando sua microbiota. Como resultado dessa imaturidade, as crises costumam surgir com mais frequência no final da tarde ou à noite, sendo acompanhadas de choro agudo e irritabilidade.
E para complementar essa compreensão, muitos profissionais utilizam a chamada “regra dos três” como critério clínico. Segundo essa definição, considera-se cólica quando há episódios de choro por mais de três horas por dia, em mais de três dias por semana, durante pelo menos três semanas consecutivas, o que ajuda a diferenciar a cólica de outras causas ocasionais de desconforto.
Confira sinais de que o bebê está com cólica
A cólica é uma condição comum entre os recém-nascidos, causando desconforto tanto para o bebê quanto para os pais. Sendo assim, reconhecer os sinais de cólica pode ajudar os pais a lidar com essa fase delicada do desenvolvimento do pequeno. Aqui estão alguns sinais comuns que podem indicar que seu filho está sofrendo de dores abdominais:
“Eu tenho algumas amigas psicólogas que dizem que, a gente que diz do que o bebê está chorando, seja sono, fome, cólica. Porque o choro é muito parecido.”
Dra. Tati Lemos
Choro persistente:
O bebê chora de forma aguda e repentina, com intensidade crescente, e muitas vezes parece impossível de acalmar, mesmo quando está no colo. Esse choro costuma surgir sem motivo aparente e pode se prolongar por vários minutos ou até horas. E, os pais podem sentir-se impotentes ao tentar acalmar o neném, já que as técnicas usuais, como balançar, cantar ou oferecer a chupeta, muitas vezes não são eficazes durante os episódios de cólica.
Agitação:
Junto com o choro persistente, o neném com cólica pode parecer agitado e incapaz de encontrar conforto. Eles podem se contorcer, mexer os braços e as pernas freneticamente, e parecer incapazes de se acalmar, mesmo quando estão sendo segurados ou acariciados pelos pais.
Pernas flexionadas e barriga endurecida
É comum que o pequeno dobre as perninhas em direção ao abdômen como tentativa de aliviar o desconforto; além disso, durante os episódios de dor abdominal, ele também pode esticar as pernas e arquear as costas, em um reflexo involuntário provocado pela cólica. Essa combinação de movimentos deixa o corpo mais rígido e tenso, funcionando como um sinal bastante característico.
Ritmo de choro:
O choro do pequeno com dor abdominal muitas vezes segue um padrão característico, começando suavemente e aumentando gradualmente em intensidade até atingir um pico, antes de diminuir gradualmente. Esse ciclo de choro pode se repetir várias vezes durante um episódio de cólica.
Mudanças de expressão facial:
Durante os episódios de cólica, o bebê pode exibir diversas expressões faciais que refletem seu desconforto, como franzir a testa, apertar os olhos, abrir e fechar a boca repetidamente ou até mesmo parecer estar fazendo esforço para evacuar, mesmo que não haja movimentos intestinais.

Dificuldade para dormir:
A cólica pode interferir significativamente no sono do pequeno, levando a sonecas curtas e despertares frequentes durante a noite. Isso pode resultar em um ciclo de cansaço para o neném e para os pais, tornando ainda mais desafiador lidar com os episódios de choro e desconforto.
Ingestão de ar:
Durante os episódios de choro prolongado, é comum que os bebês engulam ar, o que pode aumentar seu desconforto e levar a mais gases e distensão abdominal. Isso pode fazer com que o bebê pareça ainda mais desconfortável e irritado.
Gases e distensão abdominal:
Durante as crises, a barriga pode ficar visivelmente inchada e mais endurecida ao toque, sinalizando acúmulo de gases. Além disso, o bebê tende a eliminar gases com maior frequência, muitas vezes acompanhados de choro ou irritação. Por isso, observar a distensão abdominal ajuda a identificar episódios de cólica com mais segurança.
A alimentação da mãe realmente influência na cólica?
Não existe comprovação científica de que todos os alimentos consumidos pela mãe provoquem cólica automaticamente. No entanto, sabe-se que pequenas frações de proteínas presentes na dieta materna podem passar para o leite, o que explica por que alguns bebês mais sensíveis apresentam maior desconforto após determinadas exposições alimentares.
Além disso, é importante considerar que essa possível reação ocorre principalmente em crianças com maior tendência a alergias ou sensibilidade intestinal. Ainda assim, isso não significa que toda mãe precise restringir a alimentação, mas sim que cada caso deve ser observado de forma individual e criteriosa.
“Não existe [evidências científicas de] uma lista de alimentos que a gente não possa comer para o bebê não ter cólica. […] Não estou dizendo que não existem alimentos que podem causar desconforto, o que estou dizendo é que não existe uma lista fechada de alimentos.”
Dra. Ana Barbara Jannuzzi
Por isso, a orientação mais segura é evitar restrições amplas e generalizadas, já que dietas muito limitadas podem prejudicar a saúde materna, aumentar o cansaço e até impactar a produção de leite. Sempre que houver suspeita de relação entre alimento e cólica, a retirada deve ser temporária, estratégica e acompanhada por um profissional de saúde.
11 alimentos que podem aumentar as cólicas no bebê
Embora não exista comprovação científica de que os alimentos consumidos pela mãe causem cólica de forma automática, sabe-se que pequenas frações de nutrientes da dieta materna podem passar para o leite. Por isso, em casos específicos e diante de sinais persistentes de desconforto, alguns alimentos podem ser temporariamente evitados, sempre com observação individual e orientação profissional. A seguir, confira os principais alimentos que podem ser evitados:
11. Frutas cítricas concentradas
Sucos concentrados de laranja ou limão, especialmente quando consumidos em grandes volumes, podem aumentar a acidez da dieta e favorecer desconfortos. Isso ocorre porque, ao concentrar várias frutas em um único copo, há maior ingestão de compostos cítricos de uma só vez. Embora não seja necessário eliminar essas bebidas, o ideal é moderar o consumo e observar possíveis reações.
10. Alimentos ultraprocessados
Biscoitos industrializados, salgadinhos, embutidos e refeições prontas costumam conter conservantes, aromatizantes artificiais, excesso de sódio e aditivos químicos que não contribuem para uma alimentação equilibrada. Sendo assim, o consumo frequente desses produtos pode sobrecarregar o organismo materno, especialmente em um período que já exige maior demanda nutricional.
“As mulheres lactantes devem comer de tudo um pouco. Quanto mais equilibrado o cardápio, melhor. E a prioridade, como sempre, são os alimentos naturais. Ou seja, legumes, verduras, cereais, frutas e proteínas. Já as comidas processadas têm de ser evitadas, não apenas porque são pobres em nutrientes, como por causa do excesso de gordura, açúcar, sal e conservantes.”
Dra. Liliane Oppermann
Além disso, dietas ricas em ultraprocessados podem influenciar negativamente o equilíbrio da microbiota intestinal da mãe, o que também pode refletir no bem-estar do bebê. Por isso, durante a amamentação, é recomendável priorizar alimentos naturais e minimamente processados.
9. Chocolate
O chocolate reúne dois fatores que merecem atenção durante a amamentação: a proteína do leite e a cafeína, além de geralmente apresentar alta concentração de açúcar. Essa combinação pode, em alguns bebês mais sensíveis, contribuir para maior irritabilidade, alteração no sono e aumento de gases. Por isso, o ideal é consumir com moderação e observar como o pequeno reage após as mamadas, evitando excessos especialmente nos primeiros meses de vida.
8. Vegetais crucíferos
Brócolis, couve-flor e repolho pertencem ao grupo dos vegetais crucíferos e são naturalmente ricos em compostos sulfurados e carboidratos fermentáveis. Por isso, em algumas mulheres, podem aumentar a produção de gases durante a digestão, especialmente quando consumidos em maior quantidade ou com pouca adaptação intestinal.
Embora isso não signifique que devam ser eliminados da alimentação, é possível que, em bebês mais sensíveis, haja coincidência entre o consumo frequente desses vegetais e maior irritabilidade. Nesses casos, o ideal é observar padrões, ajustar porções e avaliar individualmente antes de qualquer restrição definitiva.
7. Leite de vaca e derivados
A proteína do leite de vaca está entre as mais associadas a desconfortos gastrointestinais em nenéns sensíveis, pois pequenas frações podem passar para o leite materno. Em situações mais raras, essa reação pode estar ligada à APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca), condição que exige acompanhamento médico e avaliação criteriosa.
“Leite, ovos, castanhas, leguminosas sem molho, cafeína, sucos cítricos, alho e cebola devem ser consumidos com moderação”
Laís Di Foggi, nutricionista
Queijos amarelos, leite integral, iogurtes e manteiga fazem parte desse grupo e, por isso, merecem atenção durante a amamentação. Caso exista suspeita de sensibilidade, a retirada deve ser feita de forma temporária, organizada e sempre com monitoramento profissional para evitar deficiências nutricionais na mãe.
6. Alimentos com cafeína
Café, chá preto, chá verde, chá-mate e bebidas energéticas contêm cafeína, uma substância estimulante que pode atravessar para o leite materno em pequenas quantidades. Quando consumida em excesso, ela pode deixar o neném mais agitado, aumentar a irritabilidade e interferir na qualidade do sono.
Por isso, durante a amamentação, recomenda-se moderação no consumo dessas bebidas. Em geral, especialistas orientam não ultrapassar cerca de 300 mg de cafeína por dia, sempre observando como o pequeno reage após as mamadas para avaliar possíveis impactos individuais.
5. Adoçantes industrializados
Nós chamamos de adoçantes industrializados aqueles que estão presentes em bebidas como sucos de caixinha, refrigerantes e alimentos lights. Então, quando a mãe consome muito esse tipo de alimento ou bebida, as cólicas dos bebês costumam ser mais fortes.
4. Grãos e leguminosas
Embora as leguminosas sejam ótimas para o nosso organismo que já é desenvolvido, para o dos pequenos elas são um pesadelo. Isso porque elas têm altos níveis de carboidratos que o organismo tem dificuldade em absorver, o que leva a uma fermentação no intestino.

E se a flora intestinal da mãe é impactada, a fermentação passa para o bebê por meio da amamentação. Então, é preciso diminuir o consumo desses alimentos, principalmente se eles causarem mal-estar à mãe. Apenas lembrando que entre as principais leguminosas que consumimos estão o feijão, a ervilha, a lentilha e a soja.
3. Bebidas alcoólicas
O consumo de bebidas alcoólicas, como cervejas e drinks, precisa ser evitado pelas mamães que estão amamentando. Afinal de contas, o álcool altera a composição do leite materno e, como consequência, aumenta as cólicas do pequeno e o deixa mais irritado e com menos horas de sono.
E embora não se encaixe entre alimentos que causam cólicas no bebê, por ser uma bebida com álcool, ele causa danos até piores que alguns alimentos, como freada do desenvolvimento das funções motoras dos pequenos.
2. Carnes vermelhas
As carnes vermelhas causam o mesmo problema das leguminosas que apresentamos acima, ou seja, fermentam o intestino das mamães. Isso porque o processo de digestão das carnes vermelhas costuma ser mais longo, portanto, é preciso diminuir um pouco o consumo delas enquanto amamenta o seu filho.
1. Cebola e alho
Ainda, na nossa lista de alimentos que causam cólicas no bebê, devemos citar temperos importantes e que fazem parte do cardápio básico de alimentação do brasileiro: a cebola e o alho. Essencialmente, esses alimentos são ricos em enxofre, um mineral fundamental para a alimentação das crianças crescidas e adultos, além de propriedades bactericidas e anti-inflamatórias. No entanto, para o estômago ainda sensível do neném, o alto teor de enxofre pode ser prejudicial, e deve ser dosado.
O que comer durante a amamentação?
Agora que você já conhece os alimentos que podem ser temporariamente retirados quando há necessidade real e orientação profissional, é natural surgir a dúvida sobre o que deve permanecer no cardápio. Durante a amamentação, a prioridade deve ser uma alimentação equilibrada, variada e baseada em alimentos naturais, que forneçam energia e nutrientes suficientes para a mãe e para o neném.

Nesse contexto, é importante incluir diariamente frutas frescas, verduras, legumes variados, proteínas magras como frango, peixe e ovos, além de cereais integrais. Da mesma forma, a hidratação adequada deve ser mantida, com ingestão média de 2,5 a 3 litros de líquidos por dia, já que a produção de leite depende diretamente desse equilíbrio hídrico.
Além disso, vale lembrar que, durante a lactação, o organismo materno pode gastar cerca de 500 calorias extras por dia. Por isso, restrições severas e dietas muito limitadas podem provocar fadiga, queda de energia e até aumentar o risco de depressão pós-parto, tornando ainda mais essencial uma nutrição completa e consciente.
O que fazer para aliviar a cólica?
Mesmo com alimentação equilibrada, as cólicas podem surgir, já que fazem parte do processo de amadurecimento intestinal do bebê. Nesses momentos, algumas estratégias simples costumam ajudar, como realizar massagem abdominal em movimentos circulares no sentido horário, fazer o movimento de “bicicletinha” com as pernas e oferecer um banho morno para promover relaxamento.
Além disso, manter um ambiente calmo durante a amamentação, investir no contato pele a pele e utilizar compressa morna na barriguinha também podem contribuir para aliviar o desconforto. Ademais, embora acessórios como o colar de âmbar sejam populares, é importante lembrar que não há comprovação científica sobre sua eficácia e que o uso deve sempre ser avaliado com cautela.
Por fim, não existe uma lista universal de alimentos proibidos na amamentação. A cólica é multifatorial e, na maioria dos casos, faz parte do amadurecimento natural do bebê. Esperamos que esse artigo tenha ajudado você; não deixe de compartilhar com outras mamães que também possam se beneficiar da leitura!
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